Torre para estudos científicos na Amazônia – ATTO

Observatório de Torre Alta da Amazônia

observatório de torre alta da amazônia

ATTO: Amazon Tall Tower Observatory, ou Observatório de Torre Alta da Amazônia.

É um projeto binacional entre Brasil e Alemanha para fazer estudos climáticos na Amazônia, esta torre possui 325 metros de altura e esta situada na Reserva Biológica de Uatumã à 150 km de Manaus.

observatório de torre alta da amazônia, mapa

A obra levou mais de 2 anos para ser concluída, sua inauguração foi em agosto de 2015, com uma altura de aproximadamente 90 andares e um custo de 8,4 milhões de euros algo em torno de 26 milhões de reais, foi financiada metade pela Alemanha (BMBF) e pelo Brasil (MCTIC), siglas que remetem aos seus respectivos Ministérios de Ciência e Tecnologia.

O observatório passou por vários desafios de engenharia e infra-estrutura, desde o envio de caminhões com materiais por muitos quilômetros de balsa, e ainda abrir uma estrada numa área ainda intocada da floresta amazônica.

Os desafios foram vencidos com muito trabalho, e hoje em meados de 2017, o laboratório já passa a fazer registros científicos e coleta de dados, técnicos do projeto alegam ainda estar no começo, a realização da torre foi apenas um passo dentre muitos que ainda deverão ser percorridos para a torre cumprir o seu papel no projeto.

Devido ao fato da construção ter atravessado juntamente com a crise política brasileira, e cortes no orçamento para o desenvolvimento de pesquisas, a falta de investimento por parte Brasileira em recrutar e subsidiar cientistas está preocupando a equipe dos pesquisadores alemães. Já chegou até subsidiar pagamento de passagens para levar cientistas brasileiros até o observatório.

O acordo de colaboração prevê investimentos igualitários dos dois países. “Temos dinheiro agora, mas não dá para continuar muito tempo assim”, diz a pesquisadora Susan Trumbore, diretora do Instituto Max Planck de Biogeoquímica e coordenadora da participação alemã no Atto. “Não temos intenção de fazer isso sozinhos, de jeito nenhum. Sem a parceria brasileira, não vai funcionar.” Pesquisadores ouvidos pela reportagem temem que o Brasil se torne coadjuvante no estudo da sua própria Floresta.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo.

 

 

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