Alimentação na Idade Clássica – Grécia

Alimentação na Idade Clássica – Grécia,

Em meio ao caos, guerras e domínio de vários povos, nasce a Grécia, como o berço da civilização e o pensamento moderno. Através da migração de várias tribos para uma região mais fértil aproximadamente 2000 anos a.C, se estendia do mar Mediterrâneo ao mar Egeu e obteve seu declínio enfraquecida por suas cidades-estados que começaram a guerrilhar entre si chamada da guerra do Peloponeso, como não possuíam uma única liderança e união foram se diluindo, sua cultura foi tão importante para época que chegou a ser anexada a cultura de outras civilizações e até hoje utilizamos traços de sua sabedoria.

Nesse mundo, o bárbaro (abominado pelos gregos-romanos) é identificado como uma fera que se alimenta para sobreviver enquanto o cidadão greco-romano além de se alimentar valorizava o momento para se socializar. Tais valores vieram para mesa e dividiam essas sociedades em classes de acordo com sua forma de se comportar e a alimentação.

Como já era difundido o cultivo do trigo e o aprimoramento do seu plantio, o Pão e o vinho estavam presentes na vida dos gregos, e faziam parte do rito alimentar. O vinho não era consumido durante a refeição e sim ao final delas, o que eles denominavam de Symposium. A bebida era o momento onde o homem se tornava mais verdadeiro e também alcançava o divino, ou seja, entrava em contato com os deuses.

O vinho era algo do universo masculino, segundo a crença, a mulher sofria com pena de morte de duas formas: cometendo o adultério ou bebendo vinho, e era permitido que o próprio marido a matasse (NIETZSCHE,1994).

Os cultivos de oliveiras, trigo, uvas e outros elementos fazem nascer um novo homem, o homem civilizado. Possuíam o azeite como a gordura utilizada, o trigo para o pão e uva para o vinho, bem diferente das outras tribos que não possuíam habilidades de plantio.

O consumo da carne era através do ritual de sacrifício, ou seja, não era um elemento que estava na mesa todos os dias, mas sim em celebrações ou rituais religiosos. A criação de cabras e ovelhas, era destinada somente para a obtenção da lã, fabricação de queijos e o leite. Os bois eram animais de tração, e seu consumo só acontecia quando este ficava velho, o que configurava uma carne dura e ruim. Então o que estava muito presente na mesa dos gregos eram frutas e legumes.

Os filósofos da época também já preconizavam uma forma de vegetarianismo, em vista do que o consumo de carne “exagerado” era um costume bárbaro, o qual, os gregos o abominavam.

A cocção dos alimentos foi altamente valorizada, pois tornava-os mais adequados ao homem e suas necessidades, sendo esta dieta um modo de diferenciar-se dos bárbaros e enaltecerem sua característica, forma e cultura.

Os gregos como ótimos agricultores de seu tempo, já plantavam os legumes muito utilizados hoje como alho-poró, cebola, alho; e as ervas aromáticas como: manjericão, alecrim, sálvia, orégano, manjerona e tomilho. Em seus pomares estavam as uvas, figos, romãs, melões e também frutas secas ou desidratadas.

Como eram cercados em grande parte pelo mar, os peixes eram largamente consumidos, utilizando-se de técnicas de conserva como a salga para posteriormente a comercialização em mercados da época.

Os gregos enriqueceram a nossa cultura na mesa, trazendo os elementos que são comuns até hoje, quando confraternizamos tomando algum vinho após a refeição e a nossa postura de membros de uma sociedade complexa e organizada.

 

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